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Reinaldo critica operação perto de eleição

13/09/2018 07h42

Fonte: Redação

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) divulgou nota na noite desta quarta-feira, 12 de Setembro, sobre a Operação Vostok, da Polícia Federal (PF) na qual é investigado. Ele reclamou do fato de a operação ter sido deflagrada perto das eleições – Reinaldo é candidato à reeleição – quando ele se colocou à disposição da Justiça há um ano e meio. Na mesma nota, o governador diz que está tomando providências para garantir a liberdade de seu filho Rodrigo de Souza e Silva preso na operação. "Mesmo respeitando as decisões do judiciário, não posso deixar de registrar a extemporaneidade de uma operação policial que ocorre a apenas 20 dias da eleição de forma intempestiva e midiática sem, contudo, a ocorrência de nenhum fato novo na tramitação do inquérito." Reinaldo informa que, em respeito à população de Mato Grosso do Sul, continuará cumprindo normalmente a dupla jornada como governador do Estado e candidato à reeleição. Apesar de ser tido como o chefe do esquema, Reinaldo Azambuja não teve a prisão decretada. O ministro Félix Fisher, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) preferiu evitar "prejuízos sociais e econômicos" e de "governabilidade do Estado" que a prisão dele poderia causar. A prisão foi decretada para o filho de Reinaldo, Rodrigo Souza e Silva e outras 13 pessoas, entre empresários, pecuaristas e políticos, integrantes do esquema de corrução. A Operação Vostok tem como base os depoimentos em delação premiada dos proprietários da JBS Wesley e Joesley Batista. Os irmãos relataram a existência de esquema de corrupção por meio dos Termos de Acordo de Regime Especial (Tares) relativos ao pagamento do ICMS. Segundo eles, incentivos fiscais eram concedidos aos frigoríficos do grupo instalados em MS mediante pagamento de propinas. Conforme os delatores, o esquema começou na gestão de Zeca do PT, sendo mantido por seus sucessores André Puccinell (MDB) e Reinaldo Azambuja. Notas frias eram emitidas para mascarar o pagamento do suborno. Veja abaixo a nota divulgada pelo governador na íntegra: Nota à Imprensa Há um ano e meio me coloquei voluntariamente à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos necessários sobre este caso. Infelizmente, até o dia de hoje, jamais fui convocado pelas autoridades constituídas para apresentar minha defesa às acusações da delação mais questionada do país. Mesmo respeitando as decisões do judiciário, não posso deixar de registrar a extemporaneidade de uma operação policial que ocorre a apenas 20 dias da eleição de forma intempestiva e midiática sem, contudo, a ocorrência de nenhum fato novo na tramitação do inquérito. Estamos tomando as providências legais para reverter a prisão temporária do meu filho Rodrigo, que sempre esteve disponível e, até então, também sequer foi chamado a prestar depoimento. Em respeito à população de Mato Grosso do Sul, continuo cumprindo normalmente a dupla jornada como governador do Estado e candidato à reeleição. Tenho fé: a verdade prevalecerá. Reinaldo Azambuja Governador do Estado de Mato Grosso do Sul Campo Grande, 12 de setembro de 2018.

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