Noticidade (Local)
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Com Antônio Coca e Lia Nogueira

Gente da Cidade Especial Outubro Rosa

A Coluna Gente da Cidade está especial! Estamos no “Outubro Rosa”, mês dedicado para lembrar as mulheres da importância de fazer exames preventivos na mama. Em vez de contarmos a história de somente uma pessoa, hoje conheceremos uma parte da vida de três mulheres que descobriram o câncer, mas estão dando a volta por cima.

Nosso encontro foi na Rede Feminina de Combate ao Câncer de Dourados. Lá são atendidas mulheres de outras cidades que vem para a segunda maior cidade do estado, em busca de tratamento pelo SUS. A casa oferece abrigo temporário durante o tratamento, quatro refeições ao dia e transporte para exames e tratamento. A capacidade é para 30 pessoas, entre pacientes e acompanhantes, atualmente tem 27.

MARCIA, AS FORÇAS NÃO ESTÃO NO CABELO!
Marcia Aparecida Osmay, mora em Ponta Porã e tem 55 anos. Está morando na Rede Feminina desde que o tratamento começou. A cabeleireira descobriu o câncer na mama esquerda em setembro de 2014, em dezembro fez cirurgia e começou a quimioterapia. Fez 15 sessões. Sempre foi vaidosa, e até por causa da profissão, tinha muito carinho pelos cabelos.
“Foi muito ruim quando começou a cair. Chorei muito. Mas descobri que isso não era o mais importante”. Entendeu o porquê, coloquei o sub- título ali de cima? A bíblia conta que Sansão era forte por causa do cabelo cumprido. Quando foi cortado ficou fraco. Mas o mesmo não aconteceu com Marcia.
Pouco tempo depois do tratamento o marido pediu a separação. Mais um motivo que podia derrubá-la. Só que não! As quatro filhas deram a força que ela precisava para seguir em frente.
“Sempre tive fé e sempre valorizei a vida”

ANA, AQUELA QUE SEMPRE MANTEVE A CALMA
Ana Costa é de Nova Andradina, tem 58 anos, solteira, com dois filhos e seis netos. Sempre fez exames periódicos e foi isso que a ajudou muito. Em uma das consultas de rotina, no fim do ano passado, foi diagnosticada.
Fez cirurgia, tirou um quadrante, fez cinco sessões de quimio e 30 de rádio, a última será na próxima semana. “Estou muito feliz que está acabando. Mas desde que fiz a cirurgia já sentia que não tinha mais a doença, só estava em tratamento. Quando recebi a notícia encarei tudo com muita tranquilidade. Não me desesperei. Faz parte da vida. O que me incomodou foi “abandonar minha vida, deixar a sala de aula”. Ana é professora há 31 anos.
Ana não quis tirar foto, mas fez questão que sua história fosse contada.

ALADIA, A IMPORTÂNCIA DE UM COMPANHEIRO
Aladia Ferreira de Almeida, tem 53 anos, mora em Ivinhema. O caso dela é bem grave. Está em tratamento há quatro anos. Teve metástase (a disseminação do câncer para outros órgãos), já passou por 15 cirurgias.

 

O diagnóstico dela foi tardio, o mamilo já estava “sugado”. “Eu sou enfermeira, sempre fui ao médico, mas como moro em um distrito, tudo muito simples, o médico não percebeu o que estava acontecendo comigo”.
Aladia não teve filhos e mora distante da mãe. A única companhia é do marido. Um homem simpático que o tempo todo passava pela gente fazendo piada. Ele deixou tudo em Ivinhema e veio morar com ela na Rede feminina.
“ Não é fácil passar pelo que eu passo. Tem dias que quer desistir. Quero ficar prostrada na cama. Mas meu marido me levanta. Sem ele não sei o que seria de mim”.

TODAS RESPONDEM
O que vocês diriam para quem não faz exames?

Marcia: A gente nunca pensa que vai acontecer com a gente. Faça exame!
Ana: Eu sou exemplo de como é bom descobrir a doença no início. Procure todo ano um médico.
Aladia: Procure um bom médico, não espere.
O que vocês diriam para quem acabou de descobrir a doença?
Aladia: Percebi que não é importante guardar dinheiro, o importante é viver. Seja feliz, mesmo que seja difícil.
Marcia: Eu sempre amei meus cabelos, meus peitos, mas minha vida é muito mais importante. Sei que agora posso dar uma palavra de ajuda as pessoas, pois já passei por isso. Então eu diria para ela: você vai conseguir!
Ana: Tenha força de vontade e paciência. Se apegue ainda mais com Deus, Ele é quem dá força!

REDE FEMININA DE COMBATE AO CÂNCER
A Rede sobrevive com ajuda de doações, neste mês uma camiseta está sendo vendida por R$20. Compre uma na sede.

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